Postado em Crônicas em 01/01/2012 por The Dude

…. Mas esbarrei no novo ano.

Postado em Crônicas em 25/12/2011 por The Dude

Não vi o natal passar….

Tacacá

Postado em Culinária em 03/11/2011 por The Dude

Ingredientes

2 litros de tucupí
4 dentes de alho
1 colher (chá) de sal
4 pimentas de cheiro
2 maços de jambu
1/2 kg de camarão salgado (seco)
1/2 xícara (chá) de goma de mandioca
Pimenta de cheiro

Modo de preparo

Coloque em uma panela o tucupí, tempere com alho, chicória, alfavaca e sal.
Leve ao fogo e deixe levantar a fervura.
A seguir baixe o fogo, tampe a panela e deixe cozinhar por 30 minutos.
Cozinhe o jambu em água quente, deixe cozinhar até os talos ficarem macios, retire e escorra.
Reserve.
Retire a cabeça do camarão e deixe de molho em uma vasilha com água para retirar o sal.
Ferva 4 xicaras (chá) de água com sal à gosto, dissolva a goma em uma vasilha com água fria.
Acressente ao poucos na água fervendo, até ficar um mingau grosso, ou, ao ponto de sua preferência.
Sirva em uma cuia nesta sequência: duas colher de sopa de tucupí, uma concha de goma, uma concha de tucupí, algumas folhas de jambú e 5 camarões, sal e pimenta à gosto.
Na falta da goma de mandioca pode ser usada o povilho azedo.

Dica para quem não é da região

Tucupi é um molho de cor amarela extraído da raiz da mandioca brava, que é descascada, ralada e espremida (tradicionalmente usando-se um tipiti).
Depois de extraído, o molho “descansa” para que o amido (goma) se separe do líqüido (tucupi).
Inicialmente venenoso devido à presença do ácido cianídrico, o líqüido é cozido (processo que elimina o veneno), por horas, podendo, então, ser usado como molho na culinária.

 

Aussie Bread

Postado em Culinária em 07/10/2011 por The Dude
  • 1 1/4 xícara de água morna
  • Corante alimentício marrom (opcional é o charme do negócio senão usar fica feio ok)
  • 2 colheres (sopa) de margarina
  • 1/2 xícara de melado de cana
  • 1 3/4 xícara de farinha de trigo
  • 1 xícara de farinha de trigo integral
  • 1 xícara de farinha de centeio
  • 2 colheres (sopa) de chocolate em pó (é chocolate em pó não é Nescau nem Toddy ok)
  • 3 colheres (sopa) de açúcar mascavo
  • 1 colher (chá) de sal
  • 1 colher (sopa) de glúten
  • 1 1/2 colher (chá) de fermento biológico seco
  • Fubá para polvilhar

Modo de Preparo

  • Usando sua máquina de pão (isso mesmo, máquina de fazer pão ou você achou que conseguir impressionar alguém fazendo isso na panela) misture 60 gotas do corante marrom na água morna, e em seguida acrescente todos os outros ingredientes, MENOS O FUBÁ (lembra que ele é pra polvilhar) NA ORDEM que estão aí em cima. Coloque a máquina na opção dough (massa). Quando o ciclo terminar, remova a massa e separe-a em 6 partes iguais.
  • Modele então 6 pães de cerca de 12cm de comprimento e 5cm de largura. Polvilhe uma superfície com fubá. Umedeça as mãos, passe-as levemente sobre os pãezinhos e passe-os no fubá. Coloque-os em uma assadeira, cubra com um pano e deixe crescer durante uma hora.
  • Pré-aqueça o forno a 180 C. Leve os pães crescidos ao forno e asse por 35 a 40 minutos, ou até dourar. Tire do forno e deixe-os esfriar por 15 minutos. Sirva com manteiga de verdade, gelada ou amolecida.

Sem Título

Postado em Ficção em 02/09/2011 por The Dude

‘está acabado’, ela disse sem olhar para ele.

‘participio presente’, ele se pegou respondendo e se surpreendeu por estar pensando em gramática naquele momento.

Elsíria

Postado em Ficção em 09/08/2011 por The Dude

A noite parecia calma. O céu nem estava nublado. Elsíria, no entanto, sentia que iria chover. Ela tinha dessas coisas, desde pequena sentia o cheiro da chuva se aproximando. A mãe costumava dizer: “Eras, menina! Toda vez que tu abre a boca pra dizer que vai chover, num é que chove? Mas que diabo…”. Mas, naquela noite, em particular, Elsíria, ao voltar para casa, cheia de compras, sentiu o cheiro que tanto gostava. Em uma mão, algumas coisas para a cozinha: arroz, feijão, macarrão, tomate, cebola e até queijo – este último seu marido considerava luxo. Na outra, basicamente, coisas para limpeza: detergente, sabão grosso e água sanitária. Se chovesse ficaria difícil correr com tanta coisa. Gostaria ela de estar enganada, só dessa vezinha, gostaria que não chovesse. Ninguém precisaria saber que ela havia errado…

Choveu. E não foi uma chuvinha, foi quase uma tempestade. Elsíria, com as compras e os quilinhos a mais, correu para tentar se proteger. Procurou paradas de ônibus, loas, mercadinhos e nada. Foi quando viu a padaria do Seu José. Ah, o Seu José! Sempre salvando sua vida. Lembrou do dia em que não conseguiu achar bolo de milho em nenhum lugar, mas seu marido queria o maldito bolo. Seu José o fez. Ah, o Seu José…

Assim, entrou Elsíria na padaria e se acomodou por lá. Ficou em pé, olhando o movimento na rua. Como não havia porta – era dessas padarias abertas mesmo – alguns respingos molhavam o rosto, o cabelo ondulado e o corpo levemente arredondado da dona de casa. Ela até que estava apreciando a chuva, aquele cheiro, aquela calmaria, os carros passando na rua. Foi quando viu aquele casal, no meio da calçada. ‘Credo, que pouca vergonha!’, pensou. ‘Como pode?’. O casal, debaixo de um guarda-chuva, parecia não se importar com a chuva torrencial. Só se importavam um com o outro, no que parecia ser um interminável e sufocante beijo.

Elsíria continuava a pensar que aquilo não era coisa pra se fazer na rua, não. Ora, coisa feia! Negócio assim é íntimo. Contudo, não era particularmente o beijo que a intrigava, mas a sensação de conhecer aquele homem, quase sufocado pela mulher.

Sim… Elsíria reconheceria aquele chapéu em qualquer lugar. E aquela blusa. E aquele homem baixinho. Sim! Era seu marido. Mas que cafajeste! Como ele poderia fazer isso com a pobre e devotada Elsíria? Logo ela, que o amava tanto! Que passara noites e dias lavando, passando, cozinhando…Que ingratidão!

Muitas idéias passaram pela cabeça da dona-de-casa. Iria lá? Esperaria em casa? Choraria? Desmaiaria? Depois de muito chorar, decidiu ir até lá. Ele precisava saber que ela viu, que sabia e que não iria aceitar aquilo. Mas e as compras? Pra longe com as compras! Elas já não importavam. A única coisa que agora importava era enfrentar seu marido. O traidor.

Ela correu debaixo da chuva. Correu até o casal. Iria lá dizer uns desaforos para aquele… aquele… traidor! Cafajeste! Continuava a correr. Estava quase os alcançando, mas não viu que o piso daquela parte da calçada estava escorregadio. Escorregou. Escorregou. Escorregou. Caiu. Estava deitada, com o rosto no chão.

Elsíria ajoelhou-se e levantou a cabeça, mas não conseguiu enxergar nada, só um clarão. Uma luz muito forte. A luz aumentava. Aumentava. Aumentava. Um som de freio. Uma batida. Elsíria estava de novo no chão.

A dona-de-casa ainda abriu os olhos e viu aquela multidão ao seu redor. Todos a olhavam ou com um ar de espanto, ou de terror, ou de pena. Foi quando sentiu o sangue escorrer da sua cabeça e da sua boca. O sangue no asfalto era dela.

Sentiu sono, uma grande vontade de dormir, de fechar os olhos. Quem sabe, assim, a dor passaria. Até que Elsíria viu o chapéu. Sim, viu a blusa. Viu o homem baixo. Era seu marido. Ela já não estava enxergando muito bem, tudo parecia um pouco embaçado. Mas viu o marido. Ele, então, a veria e saberia que ela o tinha visto. Ele se aproximou mais e tirou o chapéu. Elsíria pôde ver o cabelo dele, molhado, por causa da chuva – que agora era um chuvisco – caindo sobre o rosto. Foi então que a dona-de-casa empalideceu e sentiu um grande aperto no coração. A cabeça latejava. Fechou os olhos e se foi. Seu marido era calvo.

Licença Creative Commons
A obra Elsíria de Lidia Carla Holanda Alcântara foi licenciada com uma Licença Creative Commons – Atribuição – Uso Não Comercial – Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

Macarrão à Papalina

Postado em Culinária em 31/07/2011 por The Dude

Ingredientes:

* 1 pacote de tagliarini
* 300 gr de presunto sem capa de gordura picado(s)
* 1 lata de creme de leite sem soro
* quanto baste de Queijo Ralado
* 1 tablete de manteiga
* 1 unidade de cebola picada

Preparação:

Cozinhar o macarrão “al dente”. Dourar ligeiramente a cebola na manteiga, jogar o presunto picado e deixar fritar. Tirar do fogo e juntar o creme de leite sem o soro. Misturar ao macarrão cozido e escorrido, colocar o queijo ralado e servir.

Rendimento:

4 porções

Feedback Letter for a Well Known Fish

Postado em Crônicas em 12/06/2011 por The Dude

O que hei de falar hoje a vocês, meus peixes?

Vamos falar sobre o amor…

“Amor”, segundo o consenso geral, é a predisposição de alguém a desejar o bem de outra. É também um sentimento de dedicação absoluta a outra – sem importar aqui o sexo, cor ou credo – ou uma determinada causa.

Imaginemos então, peixes, as causa de uma dedicação absoluta a outra. O que leva alguém a se dedicar a outra pessoa de forma incondicional? Pensemos também se é realmente possível se dedicar a alguém dessa forma, incluindo aí a amizade… eu acho.

Nos concentremos no amor às pessoas e não às causas. E ignoremos o amor romântico, que existe apenas nas imaginações das solteironas, e a amizade. Não confundam também, peixes, as suas vidas que não me interessam em nada, tão pouco influiram na criação desse comentário insone.
Então vamos às considerações:
O amor às pessoas surgem do que elas representam para nós. Do significado semiótico que elas adquirem dentro de um encanto cultivado. Tu amas alguém porque esse alguém te cativou de alguma forma: esse alguém cheira bem, fala bem, fode bem ou apenas te escuta bem. Mas é só isso, peixes? Esse exemplos toscos resumem o ato de amar alguém?

Sinceramente, não sei!

O amor cristão prega a igualdade e amor único e verdadeiro a todos. Mas é possível amar assim? A teoria leva a perfeição. Amar, na prática é nos tornarmos exclusivos de um alguém e tornar esse alguém exclusivo nosso. Amando-o e respeitando-o e mantendo-o sempre ao nosso lado. Deves aceitar ao teu amor com a dedicação de um faminto. Isso é amar na prática. É esse o amor cristão. A base da idéia monogâmica. A base de um egoísmo indiferente e medroso, enraizado numa verdade sacra e milenar.

Não estou aqui para julgar, peixes, o que é certo e o que é errado. Estou aqui apenas para comentar.

Em contra partida, é impossível ser exclusivo de alguém. Ser exclusivo de alguém é morrer sufocado dentro de um cotidiano de clichês repetidos, algo parecido com um conto pulp barato. A base de todo relacionamento, peixes, acima de todas as coisas, tem de ser a individualidade. O teu pensar, o teu vestir, a tua essência. Enfim, tu como pessoa única e indivizível, sendo mais que um, um pouco mais que dois e oxalá, com alguma sorte, três.

O amor incondicional não existe porque nenhum de nós, homens ou peixes, somos capazes disso. Ninguém se dedica a ninguém de corpo e alma. Nem mesmo Jesus foi capaz disso, apesar do marketing dizer o contrário.

Não é possível amar livre.

Não é possível amar desbloqueado.

Entendem o paradoxo?

Na verdade peixes, “amar” é um substantivo inconcreto. Uma hipocrisia verdadeira. O amor real não vem da dedicação extrema ou da individualidade. O amor real vem do equilíbrio entre os dois extremos.

Licença Creative Commons
A obra Feedback Letter for a Well Known Fish de Rodrigo Neves foi licenciada com uma Licença Creative Commons – Atribuição – Uso Não Comercial – Obras Derivadas Proibidas 3.0 Não Adaptada.

campanha GRAACC 2011

Postado em Humanitário em 20/05/2011 por The Dude

Banco Bradesco
Agência: 05487
Conta corrente: 87087-0
CNPJ 67185694/ 0001-50

Mais infos sobre a campanha: www.ultraviolet-u2.com
Mais infos sobre o GRAACC: www.graacc.org.br

Salada de Rabanete e Laranja

Postado em Culinária em 01/04/2011 por The Dude

Hoje, por um motivo qualquer, me vi conversando com minha empregada a respeito de rabanetes. Chegamos à conclusão de que muita gente não sabe como fazer pratos com rabanetes mesmo o referido sendo uma plantinha bem versátil. Fiquei pensando no tamanho do interesse em relação ao rabanete e descobri, para a minha surpresa, de que receitas de rabanete estão entre as mais procuradas no google.

Ah, o google e sua cultura inútil.

Por que estou comentando isso com vocês? Apenas pelo simples fato de que não tenho absolutamente nada novo ou bom para publicar. Por isso, segue uma receita de rabanete.

Ingredientes:

  • 1 xícara(s) (chá) de agrião
  • 1 unidade(s) de laranja
  • 4 unidade(s) de azeitona preta Molho
  • 1 colher(es) (chá) de azeite
  • 1 colher(es) (sopa) de iogurte desnatado
  • quanto baste de cebolinha verde
  • quanto baste de sal

Preparação:

Arrume de forma harmoniosa o agrião, a laranja em gomos, o rabanete ralado, e enfeite com as azeitonas. MolhoMisture os ingredientes do tempero e regue na hora de servir.

Rendimento:

1 porção

 

 

 

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